Quando não escrevo,
é como se não existisse.
É como se,
só por escrever,
minha vontade se tornasse o próprio eu;
É como se eu não pudesse ir e vir;
É como se a poesia sofresse por mim.
É como se existisse por um meio segundo
um vivo contente;
É como se a gente
(eu e a poesia)
partilhássemos um coração.
É como costela com carne.
E como costela com carne
(como como),
é como poesia
e como a poesia
(e como como).
Mas, hoje ela não veio
fiquei com fome.
Projeto Conhecendo Nossa História abordará o rio Paramopama
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No próximo dia 14 do mês corrente, às 14 horas, no auditório do Museu de
Arte Sacra de São Cristóvão, acontecerá mais uma edição do projeto São
Cristóvão...
1 dia atrás




4 comentários:
srsrsrrs
Bom.
Fome come deglute.
Poesia é assim mesmo, faz de nós o que não somos, mas tranforma o somos no que jamais pensamos ser, sem que nada mudemos nem modifiquemos, simplesmente externando, atenuando, lapidando, desmontando...partilhando mais do que somos ou temos.
Muito bom, Ramon! Amei tua poesia!
Beth Ferreira
Não lembro mais quem discutia sobre o papel da poesia. Um dizia que era arte, outro razão, um terceito (eu) disse que era sentimento. Ramon, falando sério, essa poesia deu fome em todos os sentidos. Deixo um sorriso e abraço o amigo.
Pois eu digo que ela sempre vem pra você, mas acredito que ainda assim você fique com fome! Risos...
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