quinta-feira, 30 de abril de 2009

Ramon: Capitalismo nos contos de fadas

Ramon: Capitalismo nos contos de fadas

terça-feira, 21 de abril de 2009

EXISTÊNCIA

Quando não escrevo,
é como se não existisse.
É como se,
só por escrever,
minha vontade se tornasse o próprio eu;
É como se eu não pudesse ir e vir;
É como se a poesia sofresse por mim.
É como se existisse por um meio segundo
um vivo contente;
É como se a gente
(eu e a poesia)
partilhássemos um coração.
É como costela com carne.
E como costela com carne
(como como),
é como poesia
e como a poesia
(e como como).
Mas, hoje ela não veio
fiquei com fome.

domingo, 19 de abril de 2009

Musica Pagã


Musica pagã

Caminhando descalça sobre terra gelada (outono)
Encontro espelho refletido
Imagem esculpida duplica cinzas
Tenho prazer em ver
Quanto tempo tenho mascarado meu sorriso
Neste mundo tão hipócrita de amor?
Real é gritar!
Verdade é sentir!
Cultivar é arte!
Desejar é masoquismo?
Semear é a arte.

Camélias negras sangram um vermelho da não libertação
código
Mensagem primitiva

Camélias negras sangram 100 mil chibatadas próximo a fogueira e o frio (outono).

Recebi amor
Era uma mensagem primitiva
Eu era diferente
Quanto tempo mascarando meu sorriso
Neste mundo hipócrita de amor?

Camélias negras sangram 1000 chibatadas próxima a fogueira e o frio (outono).

Por que é tão difícil de doar?
Por que querer só pra si o que pertence a códigos secretos a serem descobertos por quem queira? (mensagem primitiva).

Vejo a mão de osso estendida
Linhas vermelhas passam entre ela (sangue e vida)
Pare!
Pare fique onde está!

Um passo a diante cortará os sinais e mensagens!
Cinco dedos pontudos escreve o amor e a dor.
Cinco, formam modelos a serem descobertos.
Cinco calejados de amargura.
Cinco congelados no tempo.


No simples há uma superfície frágil
Quebradiça (asa de borboleta)
Fio fino tece mensagem desconectando.

Camélias negras sagram 10.000 chibatadas
Estão por toda a parte
Giram a volta e a cima
Próxima a fogueira e o frio (outono).

Há um ermitão soberano ferido
Mais de 40 anos apodrece devagar
Pode cair
Pode cair
A raiz é o que segura
Mas a terra está contaminada
Pode cair
Pode cair
O som da queda é musica pagã
Musica do universo
Esse tempo foi adiantado era para ser 200 anos ou mais
A queda é musica pagã.

Camélias negras sangram 10.000 chibatadas próximo ao fogo e frio (outono).
Musica pagã.

Mensagens decodificadas
Musica pagã
Pulsam e me desperta
Aquietam - se
Adormeço
Musica pagã.

Cris Perônico 09

sábado, 18 de abril de 2009

CHAVES DE TI

Creio que nunca entendi
Embora comungue de tua saliva,
Com a alma caminhe por todo o teu corpo
Embora te sinta por dentro
E, às vezes, te sinta pulsando,
Não tenho as chaves de ti.

Jorge Henrique

Clique no player e ouça o poeta!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Mutante in Sanidade


Mudar o mundo moldado
Mudando a moldura impura.
Matar o mito pecado
Encravado na criatura.

Conter o amar no verbo.
Contar quantos contos há.
Cantar o encanto tanto
Quanto não cantar.

Partir a partir da parte.
Partir daquilo que sou.
Porta-voz da voz do nada
Na dança do nada vou.

Cantar o amar...
Conter o partir...
Mudar o contar...
Utopia desmedida.

Talvez seja um conto tonto
Tombar do sopro da vida,
Tambor de surdo pulsar.

Jorge Henrique

Isso


Isso está ai.
Está aqui.
Isso é o que envolve.
Movimenta
Transgride
Percebe
Recusa.

Isso faz parte de tudo e de nada.
É meu
Seu
Nosso
É emprestado
Endividado
Libertado.

Isso causa sentidos e significados.
Raiva
Frio
Calor
Vontade
Desejo
Paladar.

Isso é o que sente fome.
Come
Sacia
Procria
Deglute

Isso mata.
Isso vive.
Devagar
Rápido de mais
Constantemente
Impiedoso
Soberano
De vontade.


Isso não se compra e nem vende.
Escolhe
Doa
Busca
Experimenta
Merece
Conquista.


Isso tem um preço.
É caro
Barato
Está na promoção
Liquidação
Extinção
Extensão.

Isso é que proponho.
Que dá medo
Força
Sondagem.

Isso é sábio.
Tem coragem
Virtude
Liberdade.

Isso tem seu tempo
Não tem pressa
Passos lentos
Curtos
Sente ventos
Sabemos o que é.

Isso está guardado
Enclausurado
Imaculado
Primitivo.

Isso tem vontades
Não sabe esperar
Não quer ocultar
Parar
Mas sabe voltar
Porque isso se basta
Vive consigo
Segura
Confio
Fio
Tece

Isso é o que dizem as línguas.
Traduzem os poros
Buscam os tatos
Escutam os cheiros
Cheiram os sabores
Isso é obsceno
Assim relatam os poetas.


Cris Perônico 09


 
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